Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical. Envelheço quando o que é novo me assusta, e a minha mente insiste em não aceitar. Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar. Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa. E retorna sem nada a acrescentar. Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo porque não tinha tantos motivos para me preocupar. Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e consequentemente me esqueço dos outros. Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo acto, mesmo que os factos insistam em me contrariar. Envelheço quando tenho a chance de amar e deixo o coração que se põe a pensar: Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar? Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma que se põe a lamentar. Envelheço, enfim, quando paro de lutar!
Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:
- Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...
A velhinha sorriu:
- Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.
Cada um de nós tem o próprio defeito, mas o defeito que cada um de nós temos, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante!
É preciso aceitar cada um pelo o que é....
E descobrir o que tem de bom nele.
Portanto, meu amigo, lembre de regar as flores do seu lado do caminho...
Amigo - Que é ligado a outro por laços de amizade. Em que há amizade. Amizade - Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração. (Dicionário Aurélio)
Quem é ou tem um amigo ou traz no peito esse sentimento nobre, sabe que a amizade vai muito além da definição de um dicionário.
A amizade é uma espécie de amor fraterno que, quando verdadeiro, só deseja uma única coisa em relação ao amigo: vê-lo feliz. Vê-lo realizar seus sonhos, desenvolver seus potenciais, alcançar suas metas.
E tem como base a troca - de experiências, de anseios, de vida - envolto num clima de fidelidade, confiança e respeito mútuo.
Respeito, inclusive, pelos defeitos, por aquilo que, se não podemos mudar, ao menos podemos relevar e ajudar no que for possível.
Amigo, afinal, é para todas as horas, tristes ou felizes, com grana ou sem grana, para a aventura ou para o tédio.
Feliz Dia da Amizade!
"Amigo é coisa pra se guardar/ do lado esquerdo do peito/ dentro do coração/ Assim falava a canção/ que na América ouvi" nos canta emocionado e com boca trêmula nosso querido Milton Nascimento. Ele sabe que amigo é coisa séria.
aproveitando desejando um maravilhoso findi beijus
Noites de Solidão Da cama onde estou tudo se vai partindo Vagarosamente, abandono a mulher ao lado Vagarosamente, recolho seu último beijo seu último olhar, seu último orgasmo... a ausência agora é uma presença enorme a ocupar todo o meu ser A mulher ao lado me olha despossuída Minha ausência a deixa atônita, assustada Rígido e impessoal abandono tudo Embarco na imaginação esquecido. O desejo quebrado provoca incisões O instante é mensageiro do que se opera naquele leito O pensamento vai e volta trazendo músicas insanas prevista pela primeira vez numa noite em solidão Noite vermelha quando a bruxa debochou abertamente do seu super-homem Reconheço-me pensando cenas divertidas Eu enlouquecido de amor por uma Bruxa que nem amar sabia Eu a navegar a noite entoando "cantes hondos" para uma mulher-serpente cujos olhos refletem estrelas, esmeraldas e um sol doirado O meu gênio se esvaindo num tesão que ele nunca poderia entender Na irresponsabilidade dos sonhos cantei canções falando de um homem que na ânsia de crescer enterrou suas raízes tão profundamente que teve de reinventar o próprio canto Aquelas canções levaram-me à dissolução por não poder suportar dor assim tão límpida. Eu conhecia a vigilância do espírito mas nada sabia do êxtase por isso, deixei-me consumir no próprio fogo amor é o fogo que me consome! Flutuo na sua lembrança Seu perfume me atravessa qual som de uma campânula de cristal arremetendo-me para o intangível Sempre que o sofrimento me toca escapo para a sua lembrança Num átimo, desencadeia-se o mistério! Sem ela não sei pensar Contido, sem transmitir o que me assalta esqueci-me até dos versos sou o verso e pronto; Mas sempre desafiei os registros! Agora, penso de modo tão simples que sua ausência me tritura o coração À sua espera ouço o pulsar da vida o passar dos mistérios.
Há pessoas que não saem da nossa vida, e mesmo sem estarem próximas, elas se fazem presentes. E ficam assim, eternamente... sem que exista jamais uma despedida. Porque são pessoas que marcam... Marcam para sempre a nossa vida. Pessoas assim como você!